Segunda-feira, Maio 28, 2012

Isto é Amor!


Hoje questiono se existem assim tantas pessoas a conhecer o amor. Não é querer ser pessimista, mas encontrar o amor é fácil, conhecê-lo e reconhecê-lo dá trabalho e 9\10 da humanidade é preguiçosa para o fazer.



E vocês pensam que estou a ser fútil ou apenas a querer mandar bocas a quem diz amo-te a uma pessoa que tem ao seu lado e partilha a mesma cama, ou que apresenta de vez em quando como namorada e ponto final. Mas tenho-vos a dizer que isso não prova nada, absolutamente nada. O amor deve ser original, uma história nunca antes vista, um momento intenso que vale dias e anos da nossa vida.



Amor é acordar de uma noite de sonhos e continuar a sonhar. De olhos abertos, coração a palpitar de ansiedade para estarmos com quem o nosso coração escolheu. Ver os ponteiros passar como uma fila de tartarugas em câmara lenta e querer fazer do chão um tapete rolante supersónico! Sim amor é esperar pelo momento e vê-lo passar parado, e viver o momento e nem sequer o ver passar! Amor é fazer do suor do trabalho de quem se ama o melhor perfume. Amor é ter vontade de chorar de alegria mas conseguir conter com um sorriso e timidez. Amor é sentir intensamente, sem barreiras, sem limites, sem céu, sem fundo, no vácuo que só o sentimento pode preencher. Amor é rir sem razão, e ter razão para rir. Amor é provocar e ser provocada como a dança mais alegre do mundo. Amor é rir e fazer humor com os mesmos gostos. Amor é contar o que nos preocupa sem medo que nos julguem...e claro não julgar e saber compreender. Amor é pensar no futuro com determinação e sempre de acção aos pares. Amor é saber usar um “Nós”, e unir o “eu” e o “tu” em acções. Amor é dançar pimba no meio das velhinhas e fazê-las pensar “olha que casal mais bonito”. Amor é viver uma aventura em conjunto, voar, sentir o vento na cara e cantar a música preferida como se não estivesse ninguém a ouvir, apenas o que nos faz sentir nas nuvens. Amor é desejar que chova para concretizar o desejo de beijar debaixo da lágrimas do céu e ser abençoado junto á nossa alma gémea. Amor é caminhar sem destino, sem medo, ao luar, no meio de uma linha de comboio. Amor é estar pronto para cuidar do outro se precisar, ter medo de perder e agradecer por tudo antes que perca. Amor é ter orgulho e dar valor a quem nos dá a mão. E tudo isto pode ser mostrado num dia.

E tudo isto foi o que eu vivi.

A diferença entre este amor que eu vivo e a maioria dos amores que todos dizem ter, é este conseguir crescer longe da terra, é ser verdadeiro, inexplicável e invejável a quem usa a palavra amar apenas porque é bonita. Eu uso-a porque Deus me fechou nela com outro alguém, como uma semente. Há quem plante o amor, eu cá acho que o amor nos plantou a nós.

Terça-feira, Maio 22, 2012

Em resposta ás tuas palavras


"Nunca...Nunca amei...nunca necessitei...nunca...nunca seria de alguém. Mas, eu amo-te, necessito de ti como um suporte, uma vigia da minha vida, és tu quem me completa, eu sou teu. Mas só peço uma coisa...não me magoes, não me uses, apenas ama-me. Eu há muito tempo que tendo em não acreditar em compromisso mas comprometi-me contigo. Fazes-me acreditar que ainda há esperança para alguém como eu. Quero completar-te e fazer-te feliz. Sei que hoje me ouviste dizer que não sou feliz. Mas acredita que quando te faço rir eu choro de alegria pois só estou feliz quando estás feliz. És tu...sim tu...eu amo-te e sinto-o, é algo que cresce mais e mais mesmo com a distância. E sim já me dei a muitas que pensava que me mereciam e tu davas-me provas que teimei em ignorar, mas tu E SÓ TU mereces tudo de mim. Quero ser o teu homem, o teu marido, o teu orgulho se um dia formos pais... e se há algo que te digo muito sinceramente é NÃO TE AMO! EU AMO AMAR-TE... sei que já te desiludi e dei esperanças vãs...mas agora sei o que quero e preciso, e neste momento e para a minha vida és tu e só tu. Amo-te de uma maneira pura sem descrição possível. Sei que oculto o quanto te valorizo mas para mim não és rainha mas sim deusa... sou o teu homem, aceitas-me no teu céu?

Amo-te..."

Pedro Neto

                E eu nunca…nunca fui tão amada…nunca…nunca quis que alguém fosse meu. E para mim, não há mas, pelo menos agora. Agora só digo que sei, que é óbvio, e essencial amar-te. E peço-te o mesmo, não me magoes, não me uses como mais uma rapariga para colecção de amores. Já o fui para outros, e talvez tenha sido isso que delineou a personalidade que tu amas. Eu aprendi e continuo a aprender. Eu ao contrário de ti, acreditei demais em compromissos, porque fora disso critico muito quem quer andar de homem em homem apenas com estatuto de “amigos coloridos”. Acreditei demais e desiludi-me completamente. Continuei a acreditar no amor, pensei que fosses mais um que o meu coração escolhia sem pensar. E acreditei nisso quando me fizeste chorar…tu sabes. Mas após um intervalo, um repouso do coração, recebi uma chamada que marcou a diferença entre todas as igualdades falhadas que feriram a minha capacidade de sentir. Pela primeira vez, não tive de ser eu a curar a minha própria ferida com um penso de desculpa, foi a tua própria voz a admitir que o que fizeste não foi correcto. E eu soube perdoar, porque eu não quero alguém igual aos outros, quero-te a ti que és diferente mas igual a mim. Podemos viver na loucura se estivermos no ponto de vista dos outros, mas eles apenas têm um ponto de vista, nós temos linhas contínuas e interlaçadas pelo nosso sentimento. Temos um horizonte á nossa espera, um pôr-do-sol que renasce sem tempo. Amor é tão vulgar que não me parece uma palavra suficiente forte, verdadeira e sincera para descrever o que há entre nós. Tale z haja matemática e um sinal de igualdade, talvez haja química e hajam setas de reacção, que indicam a transformação um no outro. E o que há de comum nestas interacções? É que ocorrem todas em conjunto, ninguém associa um 1 a um 2, mas sim um 1 = 1, e mesmo que não exista =, vão haver sempre 2 1’s, que são iguais ao outro. E as reacções são divididas em directa e inversa e ocorrem simultaneamente. Daí aquela expressão dos “seres simbiontes”, não vivemos um sem o outro.

                 Se eu mereço tudo de ti, tu não ficarás sem nada, porque eu já te pertenço. E o tudo já existe em nós. E eu quero ser a tua mulher, e espero ser uma grande mulher, uma mãe exemplar, uma esposa de invejar! E eu amo amar-te e amo a maneira como me amas, não precisas dar mais provas, porque involuntariamente já as recebo. Basta continuares a despertar os risos e sorrisos na minha boca e voz, eu já me sinto nas nuvens como uma verdadeira deusa. E só um deus me pode puxar e ajudar a subir para um paraíso desses.

O céu é nosso, ajuda-me a voar.

Clara Godinho

Segunda-feira, Maio 21, 2012

Dança oriental- Bhangra

Bhangra é uma vigorosa dança folclórica originária do norte da Índia. Ela se desenvolveu no estado Punjab, uma região rural fértil do subcontinente indiano, conhecida como a Terra dos Cinco Rios. Segundo alguns estudos agrícolas, essa região possui as terras mais férteis do mundo.
A história do Bhangra se remete ao século XVI, quando os fazendeiros do Punjab passaram a praticar o Bhangra nas colheitas anuais, chamadas Vaisakhi. As coreografias refletem algumas das atividades diárias realizadas no meio rural.
Esta dança alegre é geralmente executada por um grupo folclórico da comunidade rural, mas atualmente é uma das danças favoritas de pessoas jovens em todas as situações alegres e festivas. O período Bhangra começa com o plantio das sementes e termina no festival de Vaisakhi, que é na estação da colheita. A dança Bhangra se espalhou internacionalmente em eventos culturais indianos e mesmo em discotecas no Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, e sua popularidade levou a competições que vem atraindo milhares de expectadores e dançarinos. Atualmente a música Bhangra incorporou tendências mais modernas como os recursos eletrônicos.
Originalmente, Bhangra é uma dança comunitária simples, a qual qualquer um pode acompanhar em qualquer momento. Os dançarinos começam a executar movimentos lentos com os pés e com o passar do tempo a velocidade aumenta; então as mãos são incluídas e depois todo o corpo. Eles se movem num círculo, em torno de um percussionista que toca um tambor grande ou dhol com baquetas. Dois ou três dançarinos cantam um refrão com dois versos, conhecido como boli nas canções tradicionais do Punjab. Ele é cantado numa certa estrutura rítmica e o percussionista dá as indicações para o canto e pausas na dança. Esse boli é então repetido como um refrão por todos os dançarinos. Os dançarinos giram, alguns têm lathis em suas mãos, alguns batem palmas e outros fazem movimentos acrobáticos. Nas pausas musicais, os dançarinos param o movimento de deslocamento, mas marcam o ritmo com os pés ou braços.

Dicas Importantes
  • Faça um excelente alongamento para todo o corpo antes da dança, principalmente para panturrilhas, quadrícipes, paravertebrais, tronco e pescoço.
  • Faça um aquecimento prévio para ombros, tornozelos e joelhos.
  • Lembre que o Bhangra é considerado um dos mais fortes exercícios cardiorespiratórios. Respeite o seu limite. Se estiver muito ofegante, ande um pouco pela sala até normalizar a frequência cardiorespiratória.
  • Treine primeiro os passos mais fáceis como o “urso” ou o “moço gentil”.
  • Faça um desaquecimento para terminar sua prática de Bhangra. Não pare abruptamente.
Deixo-vos dois exemplos de vídeos com Bhangra simplesmente espetacular!



Segunda-feira, Maio 14, 2012

Pedro doce Pedro ( uma de muitas "declarações" )

Enquanto não apareces e te ocupas, enquanto trabalhas ou caminhas tão distante de mim, eu fico acordada para me lembrar da tua respiração e tento imitá-la na perfeição. Deixo-me rir sozinha, rodeada de estranhos que não fecham os olhos á minha estupidez sem sentido. Não vêm eles o sentido do meu caminho, que aponta por cada trilho que passo numa só direcção: o teu coração. E lembro-me de observar esses olhos verdes aguados, e a ruga que aparece quando sorris e me achas piada. E recordo-me do teu sorriso que, quer queiras quer não, é fofo e não to sei descrever melhor. É talvez o vestígio de uma criança linda que ainda vive dentro de ti e me faz ter este "jeito maternal" cada vez que estou ao teu lado. Não me apetece fechar os olhos, por um lado porque assim vejo o que me escreves e as fotos que tenho para me contentar enquando não posso estar perto, por outro porque quando encerro as pestanas turbilhões de sonhos nadam á volta da minha cabeça e do meu peito. Eu não te posso garantir, mas tenho quase a certeza que a saudade já me atacou nesses sonhos, e que já chorei para a minha almofada... Ah, e essa que faz de conta ser o teu tronco e eu aperto como se pudesse esmagar sem partir, transfiro toda esta energia que nasce dentro de mim e floresce num sorriso tímido e apaixonado.




E recordo...que tudo começou de forma esquisita e coincidente. O facebook pode trazer muitas discussões mas abriu-me a porta para o teu mundo e isso foi dos acontecimentos mais parvos e marcantes da minha vida. Porque ainda hoje me pergunto: porque raio te adicionei? Porque raio foste adicionar o meu mail que estava no Sobre mim, e porque raio tive de ser eu a perguntar isso e continuei a falar...e porque raio nutri tanto carinho por ti, que ainda não terminou de se formar? Usando a  química talvez a simplicidade e a dedicação sejam os reagentes, e o amor e o carinho os produtos. E como os primeiros dois aumentam, e porque uma reação se dá no sentido que gaste o que tem em excesso para atingir o equilíbrio, o amor e  o carinho nunca se gastam...

E recordo que no meio de tantas mensagens eu começava a ficar impressionada com a tua maneira de ser. E aquela que apesar de ser uma simples sms de telemóvel, ficou colada na minha memória foi:

Eu: Sou leoa por inteiro. Leoa de equipa e de signo.
Tu: (...) Posso ser o teu rei Leão? =$

E desde aí fomos plantando sementes, e construíndo o nosso próprio labririnto. Por uns dias te perdi, não sabia por onde andavas e onde eu estava. Mas felizmente, o verdadeiro amor tem sempre uma saída para o reencontro, e agora continuamos no labirinto. E se te perderes eu perco-me contigo. Encontramo-nos os dois. Mas mais forte que isso é sermos amados e fazermos parte do caminho que percorremos. Escrever-mos a nossa história, nas nossas pegadas, e que um dia alguém as siga e reconheça o seu valor.


Clara Godinho

Quinta-feira, Maio 10, 2012

Palavras precisam-se!


Tenho sede de inspiração. Procuro fontes em sítios inesperados, longínquos ou invulgares, mas só consigo beber as gotas da chuva que não possuem nada mais além de água. A vida ( ou qualquer outra coisa ) não percebe que não é isto que eu quero! Eu não quero o que já existe e o que já se serve e serve aos outros. Quero algo, vindo de mim, que nem essa vida ou coisa tenha visto antes. Quero o impossível que é possível, o que nunca passou ou pousou alguma vez na minha cabeça e na de outrém. Eu escrevo e deparo-me sempre com palavras repetidas, mas que sei que irão ter sempre o seu valor dentro delas. As palavras são sacos de glória, lenços de lamúrias e copos de veneno, mas são PALAVRAS! Nunca as desperdiço mesmo que me pareçam inúteis, sem sentido ou força suficiente para atacar quem as quer ler.

Sei que tu leitor, escrevas ou não melhor que eu, um dia vais querer traçar essas palavras que eu deitaria fora se fosse egoísta. Sei que tu leitor, és o melhor escritor, porque enquanto eu passo o que penso e imagino e sinto para tinta, tu consegues a mais árdua das tarefas que é traduzir com curiosidade esta tinta para o teu próprio ser e sonho vital. Fico triste quando alguém não tem paciência para decifrar a arte de um poeta e da sua palavra. Fico triste, desanimada, quando não se entende que uma pequena frase pode já ser um grande livro, e que esse livro é do tipo que tu quiseres que seja.

Talvez o problema seja esse, a falta de inspiração não provém do vocabulário da nossa intelectualidade, mas sim da incapacidade de sentir esta tinta derramada...em PALAVRAS!


Clara Godinho

Quinta-feira, Abril 26, 2012

Não penses - Vergílio Ferreira



Não penses. Que raio de mania essa de estares sempre a querer pensar. Pensar é trocar uma flor por um silogismo, um vivo por um morto. Pensar é não ver. Olha apenas, vê. Está um dia enorme de sol. Talvez que de noite, acabou-se, como diz o filósofo da ave de Minerva. Mas não agora. Há alegria bastante para se não pensar, que é coisa sempre triste. Olha, escuta. Nas passagens de nível, havia um aviso de «pare, escute, olhe» com vistas ao atropelo dos comboios. É o aviso que devia haver nestes dias magníficos de sol. Olha a luz. Escuta a alegria dos pássaros. Não penses, que é sacrilégio.

Vergílio Ferreira, in "Conta-corrente - nova série - 2"